quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Fim de ciclo



Fim de ciclo

Estou onde não pertenço.
Porque ja pertenci.
Onde nada mais e denso.
Porque tudo venci.

Parado.
Vivendo...
Não vivo! Somente.
Quando, assim o passado,
Escreve o presente,
Matando o futuro.

Resta-me descobrir,
A distancia a percorrer.
Entre a morte que me esta a cobrir,
E a palavra viver.

Ir e ir.
Encontrar e sorrir.

Não voltar.
Nem esquecer.
Recordar!
A partir desse lugar longinquo e seguro.
Onde pertencer...
Significara, nunca mais andar.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O amor tem destas coisas



O amor tem destas coisas

O amor tem destas coisas…
Um abraço.
E um beijo.
Um desejo.
E um “faço”.
Uma partida.
E uma chegada.
Uma corrida.
E uma balada.
Uma mentira.
E uma dor suicida.
Uma verdade.
E um ar risonho.
Uma feira.
E uma sala sussegada.
Uma realidade.
E um sonho.
Um nos.
E um presente.
Um tempo feroz.
E uma alma valente.

O amor tem destas coisas...
Destas coisas de que precisas.
Bailarinas em salto-alto.
Que dançam como querem.
Sem dizerem,
Porque aparecem....
Sempre em sobressalto.
Como se não fossem elas acontecer.
Ou nòs desaparecer,
Sem que elas nos vissem.

O amor tem destas coisas...
Destas e muitas outras.
Que saem caras
Ou não.
Dependendo do coração,
Que lhes estende a mão.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A tua chegada




A tua chegada

A minha vida sentia o teu chegar.
E para o que restava...
Para o que ficava...
Eu sentia-a cegar.
Bem devagar.
Assim como devagar vinhas.

Asas tinhas.
E com elas fazias chegar,
Bem a tua frente.
O encanto que me envolvia.
Através do teu perfume doce,
Que o vento trazia.

Meu relogio de corda, 
Ja pouco fazia.
Tanto era o que queria,
E a corda dada,
Enquanto te via...
Acontecer, onde nada havia.
Como se nada fosse.
E desse nada...
Tornares-te o tudo na nossa vida.
A partir do momento em que finalmente chegas-te.
Os seus olhos abris-te.
E olhando neles disses-te: 
Amo-te! Amo-te! Amo-te!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Saber amar



Saber amar

Procurei saber amar.
Amar como todos dizem fazer.
Mas perdi-me a tentar.
Andei e andei...
E agora sei!
Que não saber,
É a minha forma de amar.
Pois ninguém pode afirmar conhecer
Aquilo que nasce para o ensinar.

Andei e andei
E agora sei!
Amo sem saber amar!
Vivo a aprender.
Amo...
Simplesmente porque amo.
Simplesmente porque sinto.
E por fim... A ti e ao mundo não minto ,
Quando agora digo,
De todas as formas que consigo.
“Por amor  te chamo!
Por amor te grito!”

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Voar na poesia




Voar na poesia


Voar na poesia...
É voar entre nos.
Voar entre vos.

Voar no dia,
Em que so se pediria
Mais e mais rimas 
Em quadras loucas
Num pedaço de céu limpo por onde se andar.


É abrir os braços.
Perder os embaraços.
E dar voz as palavras.
Torna-las caras.
E mesmo assim compra-las!
Porque elas,
Serão sempre pedaços de nos.



É voar com o medo 
De não mais poder voar.
Doar o que falta doar...
À poesia que tem o segredo...
De so saber dar.



É ter e dar vida.
Muito mais que sentida.
Entre a realidade e o sonho.
A razão e o sentir.
Quando num abraço risonho,
No repousar das àguas
Com as rimas decidimos partir,
Num voo sem fim.
Sobre um mar de palavras.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Refletir verdade



Refletir verdade

Deixai quem não sois,
Onde não estais!
E assim como girassois,
Sobre vos girai... girai... girai...
E sem reparar deixai
Cair sementes de sinceridade
Na vida de um campo
Suavemente limpo.
Pois o sol espalha a verdade,
Quando de nuvens no céu, não se fala mais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Para là da saudade


Para là da saudade

Num suspiro da vida...
Num capricho do tempo...
De mão estendida...
Um contratempo,
Tem razão suicida.

Naquele altar composto,
Por amor bordado a ouro.
Agora procuro...
Não o que falta por gosto.
Mas por ser impossivél.

Sobra saudade.
Na sobra,
Que a espera atiça.
Enquanto não haja quem abra
A porta da justiça,
E me diga: Ela voltou!
Vivo com desdém!
E estou...
Estou além..
Para là da saudade.

(Assim se disse incrivél!
O passo que ela deu, e eu não dei.
Nem esqueci.
E o meu coração guardou.
Enquanto padeci.)


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A rosa




A rosa

É primavera!
...E meus Deus quem me déra...
Que o pôr do sol não venha,
Enquanto o meu coração sonha.

Encontrei a rosa que acerta
O espinho.
Que assim me espeta,
Muito mais do que carinho.

A rosa que abriu...
E sorriu!
E colocou este brilho nos olhos
Que se dizem meus.
(Meus apaixonados pimpolhos
Perdidos pelos seus.)

A rosa que marca o tempo.
Que pinta o campo.
Onde crescemos regados,
Por rios de cor.

É primavera!
...E meus deus quem me déra...
Que agora erguidos,
O pôr do sol acabe onde nasce o amor..

sábado, 11 de agosto de 2012

O relogio de prata




O relogio de prata

O relogio de prata
Tem tempo com pata ferida.
Um tic tac perdido desde a data
Da tua partida.

Espero e não espero
Desespero.
O sussego que não tenho
Da mão a saudade.
E de onde venho...
Por onde vou indo...
Sobra-me a realidade
E o sonho
De te ver chegar sorrindo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amor sem paragem



Amor sem paragem


Sobrevoam os sonhos
Balões risonhos.
Por mim enchidos
Com o seu ar.

Esboços nunca esquecidos
De si ao luar.
Por mim pintados
A cada suspirar.

Leves... Tão leves beijos...
Na cara dos desejos.
Que me surgem
Sem parar.

Amor sem paragem...
Passeias nos sonhos, em balões.
Como nos corações
Que batem
Quando te sentem.
Num sopro selvagem 
De vida.

Leva-me a ela.
Leva-me a esta téla!
Porque eu quero deixar-me levar...
Àquela imagem sonhada e pintada.
Onde o meu céu...
É o teu!
E eu... 
Estou ao lado dela!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um dia para esquecer.... Outro para amar!



Um dia para esquecer....
Outro para amar!

Esqueci o dia...
O dia de ontem.
Aquele em que tudo acontecia,
Longe daquilo que importância tem.

O dia em que a banalidade
Me encheu a alma
De cansaço sem idade.
E a rotina
Fechou a cortina
À felecidade.
Deitando o meu triste corpo na cama
Feita com lençois de nada.

Esqueci-me da calma
Da calma, tanta calma
Que me irritou ter.
Nunca de sussego seguida

Esqueci-me de mim
Porque de mim não quero saber
Morto-vivo assim.

E então renasci com o novo dia.
Abri os olhos
E renovei a vida.
Ao dar
Voz a essa aurora
Da vida em coma...
Gritando: Voltei a amar!

O rei do sentir



O rei do sentir

O poeta
É o rei do sentir!
Do triste pensar patéta.
Do sonho a rir.
Da dor crua ou ingénua.
Das brincadeiras com as palavras na rua,
Que a incompreensão contempla.

Porque... tem alma que nele não cabe.
Tem corpo que dele não sabe.
Tem amor... que amar
Não chega.

É tão louco,
Que não sussega.
E supera a loucura.

É o rei que se da pouco a pouco,
Na letra que lhe sai pura.
E coroada com a sua coroa.
Naqueles momentos em que ele a canta à capela
Enquanto voa... e voa
Parado no olhar.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A metade perfeita



A metade perfeita

Na busca pela perfeição,
Todos se perdem por esquecer...

Que ela se esconde na imperfeição.
Que ela de imperfeição padece!
Que tudo acaba por nascer,
Com falta de pontos.
O que faz do dia-a-dia imperfeitos concertos,
Tocados perfeitamente,
Com metade dos instrumentos.

Que so depois de se viver,
O perfeito existe.
E acaba por ser...
A metade perfeita,
Perto do defeito transparente
Ou invisivél.

Que desde sempre a vida ensina,
Que o que não se esquece... ilumina!
Que os grandes momentos...
Assim como os melhores seres...
São perfeitos...
Quando a possibilidade,
Assina na realidade imprevisivél.
E entre o incrivél,
A perfeição se mostra com a felecidade,
Desnudada a eles, neles e com eles...
Apenas com metade dos instrumentos.
A metade de que precisa.
E na qual se realisa.
Perto do defeito que ai se esquece.
E do equilibrio que ai se establece.

sábado, 16 de junho de 2012

...E...?!



...E...?!


...E o céu azul claro?!
Tem cheiro,
A mil sonhos.
Mil vezes ganhos.

...E a vida que nasce onde sempre nasceu...
Mas a vista esqueceu?!
Teve dias em que se quis fazer ver.
Mas acabou por também se esquecer.

...E o dia que quer ser noite,
Num eclipse lunar
Para dar ao poeta que desiste
Oportunidade de continuar?!
Tem tudo para o ser e dar.

...E os porques?! 
Têm jardins sem caminhos.
Sem flores.
So com moinhos.

...E aquele que parte 
Sem motivo?!
Tem na parvoice a arte,
De estar longe, de estar vivo.

...E o silêncio?!
Esse é quente e frio.
Tanto fere a quem fala.
Como sussega quem cala.

... E a màgua?!
Tem no correr da àgua,
Fonte de tranquilidade e paz.
Porque é isso que o tempo lhe tràs.

...E a falta?! 
Essa que mata?!
Morre no encontro inesperado.
Perto do sorriso dourado.
Que tem controlo, no descontrolo desenfriado.

...E o amor?! 
Esse tem mundos
Perdidos,
Entre a felecidade e a dor.

... E porquê não chorar?!
Se a làgrima tem mais vida
Que o insênsivél pensar.

...E o resto?! 
Aquilo que sobra?!
Não cobra. 
Porque é incerto.

...E eu?!
Eu não sei.
Sou resto.
Sou rei.
Rei de um reino que sonhei.
E de outro que dei.
A tudo o que descança por perto
Para vir passear por mim.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sopro de vida



Sopro de vida

A vida perdeu-se.
Diluiu no cansaço,
Com um fràgil abraço.
E onde se perdeu
Tudo se deu.
Ela voltou a encontrar-se.
E agora renasce.

Parece que o fim dará a mão
Ao inicio
Enquanto à vida derem brio
As razões do coração.

E o abraço fràgil
Sera sempre o àgil
Sopro de vida.
Que a manterá erguida.