sexta-feira, 23 de março de 2012

A norte




A norte

Forte!
Tudo mais esta a norte!
A norte de mim...
E do sim.
Daquilo que sinto.

Longe... so mais forte.
So mais norte.
Porém, perdido me encontro...
Longe, ou perto, do que quero.

E tudo isto porque não tenho.
Nem longe... nem perto...
Pior ... onde estou... de onde venho...
So penso, no que não tenho!

E penso que se tivesse, daria pulos!
Dançava como os tolos!
Faria tudo com os olhos,
De quem tem tudo o que ama!

Mas a indecisão chama.
E a ela, vai o presente.
Ai, o futuro pinta-se de dor doente.
Até a indecisão se perder.

E  assim balança a amizade,
Entre a solução e o fracasso.
Por culpa de um laço,
Por dar na sinceridade.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cristais em chama


Cristais em chama

Saudaçoes divinas!
Santo amor.
Dou-te graças.
Tu das-me cor.

Facilitando a armonia das cores...
Dos sabores...
Benditas sejam as tuas partes indolores.

Amar encanta!
Mesmo quem tem medo de amar.
Por isso não farta,
Ver ondas no mar.

Alegria...
Vivo eu, tua cria,
Sem ter o que queria.
Mas amando o quanto podia.

Este arco-iris,
Mostra-se e diz:
Que as lagrimas no sorriso de quem ama,
São cristais em chama!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ao lado



Ao lado

Como é bom saber que te tenho.
E sentir-te bater.
Pena agora, mais uma vez.... teres batido, por bater.

Foi mais um tiro ao lado...
Coração alado.
Somos novamente os dois.
Agora, sem “ais”, nem “ois”.

A fazer um elogio ao amor.
Não guardando saudade.
Nem dor.
Mas fortalecendo a amizade!

Porque a amizade merece,
Que o amor arrefeça.
E o sorriso apareça,
Sempre que ela quiser.

Esta escrito na estrela que nos guia,
Que o amor é generoso.
Quando assim, é preciso.
Ao ponto de ceder à amizade, a felecidade,
Que para ele pedia!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Revolta



Revolta

Não decidi ser quem sou.
Por isso me queixo.
Não por questão de gosto.
Mas porque de tudo, e em tudo...
Depressa me farto!

As chicotadas que dou
Ao meu proprio ser,
Por vezes, faz-me
Ter pena da palavra viver.
Não...Não sou um coitado.
Apenas me faço descrer.

O cansaço apoderou-se de mim.
E agora abusa!
Mas não se acusa.

Estou farto!
Mas não parto.
Durmo!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sorri



Sorri

Não atraques num cais,
De onde não sais.
Quando o segredo da felecidade, esta na palavra viver.

Pàra onde os limites são sorrisos!
Onde o ter,
Rima com ser.
E o ser ,se segue de feliz.

So assim o aprendiz,
Grita ao mundo cresci!

Não esperes que o mundo gire por ti.
E no fim te sorria.

Pisca-lhe o olho e sorri... pois é dia!
Abre os olhos para o ver...e ver...
Que o segredo da felecidade esta na palavra viver!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Momento



Momento

Da-me a mão e sorri.
Fecha os olhos e respira.
Pega um grito e atira
Bem alto o teu coração.

Perde a razão,
Que o amor não tem.
E diz-te, como eu me digo:
“Perdido por ti!”

O amor em monologo,
Desaba em dor.
Por isso grita comigo:
“Amo-te!”

Agora, abre os braços.
Perde os passos.
Beija-me, enquanto nos cai uma lagrima.
Que sorri por cair de amor!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Em Paz



Em Paz

Preferia dançar vestido de dor,
Na hora de me despedir.
Mas pelos vistos não era amor
Aquilo que nos estava a unir.

A facilidade nao é assim, estranha...
Nem arranha...
É boa!
É doce!
E nao é a toa.

Fosse o que fosse....
Não fazia sentido....
Para o sentido que hoje faz.
Tudo esta compreendido.
Agora sobra-nos paz.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pàssaros Despidos


Pàssaros Despidos

Quem não sabe aparece.
Lambe o que esquece,
Ou não aprendeu.
Da o que tem, e o que não é seu.

Entre linhas do inesperado,
Da-se o trocado.
Esta dado!
Pouco importa a importancia das coisas.

Apertam-se vontades.
Dão-se asas.
Voam perdidos.
Pàssaros despidos,
Que se dizem senhores.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Rua escura



Rua escura

Rua escura...
Te sinto fria.
Sem cara.
Em ti quem me guia?...
A luz de teu fim?
Ou aquela atras de mim?

Cheiras a mistério,
Como eu cheiro  a confusão.
Sigo assim um rio...
Perdido em ti e em mim.

(Na tua escuridão estou perdido.
Mas so perdido me encontro.
Por isso meus passos te cedo.)

Medo não  sinto.
O teu silêncio da-lhe colo.
Meu coração não o tenho perto.
Pois tu não tens onde pô-lo.

(Em ti, meu coração so teria lugar,
Numa da tuas pontas a brilhar.)

 Aqui tudo o que voa...
Voa baixinho.
Apalpando caminho.
Apalpando-te à toa.

Tu és passagem em bico...
Onde passo e não fico.
Desabafo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Minha guitarra


Minha guitarra

Quantos segredos guardas tu minha guitarra.
Desta minha mão que te agarra.
Te toca.
Que a cada toque em ti, é minha boca.

Não te sei tocar.
Mas tu sabes minha musica.
Sem calma,
Encontramos pedaços da minha alma.
Numa nota
Por ti solta
No meu ar.

Deixa-me so continuar.
Enquanto continuar faz sentido.
Enquanto o mundo gira perdido...
Eu encontro-me contigo.


domingo, 18 de setembro de 2011

Saudade


Saudade

 Foco a minha visão no nada.
Vendo lá longe, e tão perto...
O vazio com claridade.
Sentindo este sentimento de falta,
Que se chama saudade.

Ai!...saudade.
Sinto um espaço por ocupar.
Uma parteleira despida.
Sinto ar...
Num buraco á medida.
Sinto saudade!

Sou um sem nada.
Que dança sozinho,
Ao som do vazio de uma balada.
Danço como vivo...
A todos vós vos digo:
Sou um sem nada!
Que vivendo...
Vivo sentindo saudade!

Pássaro saindo do ninho


Pássaro saindo do ninho

Pareço um pequeno pássaro
Saido do ninho.
Que bate as asas tempo raro,
E cai com o seu remoinho.

É tão facil sair,
Como cair.
E bater no ar,
Com penas por desenhar.
Agora ganha esta partida,
Apenas quem conseguir voar!

Tudo não para
Apenas porque quero ir.
A vida bate-me na cara,
Gritando-me para partir.

A pressa, tem pressa...
E apressa!
Uma mão me empurra.
Outra segura a cabeça.
Digo-lhe que tenho os pés na terra...
A vida diz-me que o sonho se faça.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Portuguesa


Portuguesa

Minha lingua materna.
Eterna…
Como qualquer mãe.
És dificilmente compreendida.
Mas a beleza também o é.

És portuguesa.
És portugal.
Esta terra erguida entre ti,
E teu plural.

Sabes bem ao ouvido.
Macia como és.
Nada em ti esta perdido.
Linda da cabeça aos pés.

És rima
Bem afinada.
O mundo prima,
Pela sorte de te ter cantada.

Faço-te a venia...e estendo-te a passadeira vermelha.
A  ti Mãe que de tão velha,
Tens filhos que ja não te podem falar.
Mas que não se fartaram de louvar.
E se fizeram grandes
Ao saber contigo brincar.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ao som do piano


Ao som do piano

Ao som do piano,
Não se vão os males.
Que engano.
Apenas vem o deprimento que tento,
A todo o tempo.

Não me deixo voar.
Vejo-me cair.
Compasso a compasso...
Perco passo.
Fico entre o ir e ficar.
Vendo tudo partir.

Se paro o piano... paro a mão.
Toco o chão .
Estou perdido.
Sem sentido.
Sem motivo.
Assim porque digo que vivo?

Mas é certo que so assim me vejo.
E a vida beijo,
Mesmo não sabendo beijar

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Num mesmo olhar


Num mesmo olhar

Não me procures onde estou.
Porque não sou eu.
Olha-me e vê onde vou...
Sem mexer uma perna.
Se me encontra-res...
Serei verdade em cena.

(Não te procuro, ao ver-te...
Mas, ao ler-te.
Se entre milhares,
Encontrar a tua palavra...
Estare-mos cara a cara.)

Olha onde deves!
Pois o maior encontro,
É  feito sem amparo,
Num mesmo olhar.